Caixa aplica R$13,8 bilhões em habitação.
A Caixa Econômica Federal, em nível nacional, fechou o ano de 2006 com R$13,8 bilhões aplicados em habitação, atendendo 600.399 famílias, das quais 73% têm renda mensal bruta de até cinco salários mínimos – faixa de renda na qual se concentram 92% do déficit habitacional (7,9 milhões).
No Estado de São Paulo, a aplicação total foi de R$3,78 bilhões, volume 73% maior do que o contratado em 2005, que chegou a R$2,19 bilhões. Em 2006, foram 124.638 famílias beneficiadas em São Paulo, enquanto em 2005 foram 88.106.
Para 2007, o orçamento nacional inicial para Habitação era de R$12 bilhões, 17,6% maior do que os R$10,2 bilhões disponibilizados inicialmente no ano passado. Com o anúncio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), no entanto, o orçamento inicial para Habitação subiu para R$17,2 bilhões, sendo R$8,8 bilhões provenientes do FGTS, dos quais R$1,8 bilhão serão em forma de subsídios para famílias de baixa renda.
Em São Paulo, o programa com maior volume de contratações foi a Carta de Crédito FGTS - Individual, com 63.987 unidades financiadas e desembolso de R$1,53 bilhão. Destaque também para as linhas com recursos da poupança Caixa/SBPE, com 22.503 empréstimos, no valor de R$1,133 bilhão.
Na Caixa, no último ano, as contratações habitacionais registraram um crescimento de 51,6% em relação ao ano de 2005, quando o banco financiou R$9,1 bilhões. Apenas com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foram aplicados R$7,3 bilhões, dos quais R$1,8 bilhão em subsídios para famílias de baixa renda. No Estado de São Paulo, o total de recursos do FGTS/PAR aplicado foi de R$2,454 bilhões, beneficiando 80.037 famílias.
Segundo o ministro das Cidades, se aos recursos aplicados pela Caixa forem somados os R$ 6,2 bilhões contratados pelos demais bancos que operam com recursos da poupança e outros R$444,8 milhões do Programa de Subsídio para Habitação de Interesse Social (PSH), 2006 revela-se um ano extraordinário para a habitação no Brasil. “Isso totaliza R$20,4 bilhões aplicados na aquisição, construção ou reforma da casa própria”, disse Fortes. “Esse número, acrescido das poupanças das famílias e da contrapartida do poder público, representa um volume total de investimentos superior a R$27 bilhões”, completou o Ministro.
Para Augusto Bandeira Vargas, Superintendente Regional da Caixa, “o bom desempenho de 2006 é resultado de um conjunto de medidas que vem sendo implementadas ao longo dos últimos anos e dos esforços conjuntos do Ministério das Cidades e dos bancos para facilitar o acesso dos brasileiros à moradia”.
Baixa renda -Em 2006, o Programa de Arrendamento Residencial (PAR) aplicou R$1,27 bilhão, em todo o Brasil, o mesmo volume contratado em 2005. No Estado de São Paulo, foram assinados 8.880 contratos do PAR, no valor de R$18,1 milhões.
Aumentando o poder de compra de famílias com renda mensal de até cinco salários, os subsídios com recursos do FGTS atingiram nacionalmente R$1,8 bilhão, representando um crescimento de 81% em relação a 2005. No Estado de São Paulo, os subsídios com recursos do FGTS chegaram a R$314,4 milhões.
Do total subsidiado para a baixa renda, 66% (R$1,2 bilhão) foram direcionados para famílias com rendimento mensal de até três salários mínimos, faixa na qual se concentra mais de 82% do déficit habitacional. Esse valor, 124% maior que o liberado em 2005, representa grande esforço de atuação do governo para a redução do mencionado déficit.
“Com relação aos recursos para habitação de interesse social, a aplicação para as faixas de renda até cinco salários mínimos também foi recorde. Alcançou 85% dos contratos realizados com recursos do FGTS em 2006, frente aos 77% de 2005, 71% de 2004 e 57% em 2003”, disse a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho.
Além de facilitar o acesso à casa própria, os investimentos em habitação, no ano passado, foram responsáveis por gerar mais de 1,3 milhão de empregos, direta e indiretamente.
Fonte: Imovelweb
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